
A revista Auto Esporte traz uma reportagem completa sobre o Novo Gol, analisando cada detalhezinho deste importante lançamento do mercado automotivo nacional, na sua edição de julho. Ela destaca que o Novo Gol é um carro totalmente novo, não apenas uma reestilização daquele mesmo carro que tínhamos há anos e anos.
Como ele passou a ser feito em cima da plataforma do Fox, ele ficou mais curto e mais alto. Diminuiu 3 centímetros no comprimento e ficou 5 centímetros mais alto. E mesmo tendo diminuído um pouco de comprimento, ficou bem mais espaçoso. Os bancos subiram, e a ergonomia / visibilidade melhoraram bem. O aproveitamento do espaço interno melhorou, e os passageiros do banco traseiro tem mais espaço. A Volkswagen fala em 4 centímetros a mais para as pernas lá atrás.

Tanto a coluna de direção quanto a suspensão dianteira vieram do Seat Ibiza, que acaba de ser lançado na Europa, com uma nova plataforma. Com isso, o carro ficou mais estável e rola menos nas curvas. Na traseira, a suspensão é a mesma do Fox e do Polo, só que recalibrada. O tanque de combustível aumentou de 51 para 55 litros, para aumentar a autonomia.
O porta-malas continua exatamente com os mesmos 285 litros, diz a Volkswagen. Ou seja, o motor antes tinha muito espaço para si, e agora cedeu espaço para várias outras partes do carro melhorarem. A Volkswagen entregou detalhes que passam a impressão de modernidade, como por exemplo faróis alongados, aerofólio integrado de chapa em todas as versões, vincos e traços fortes na carroceria, etc. O coeficiente aerodinâmico melhorou de 0,35 para 0,34 Cx, o que não é um primor de estilo, mas já é uma boa melhora.

O painel de instrumentos deixa de ser aquela porcaria que era o painel do Gol G4, e que continua no Fox, para ser um painel maior, mais decente, ao estilo Gol GIII. É claro que na versão mais simples do Gol, ele não tem conta-giros, mas na versão um pouco mais equipada, o conta-giros está lá e é grandão. O computador de bordo é opcional. O porta-luvas ficou menor, detalhe ruim, e é feito de uma peça só. Quando você abre ele, todo o conjunto se movimenta.
As saídas de ar do painel vêm do Gol G4, mas todo o resto é novo. O câmbio agora é o mesmo do Fox, com sua precisão e suas qualidades de engate. O volante também é bem parecido com o do Fox, com os mesmos comandos opcionais de som. As teclas dos vidros elétricos passaram para as portas, mas os botões dos vidros traseiros continuam num péssimo lugar, no painel.

Com relação a mimos para o comprador, a Volkswagen continua como as outras montadoras nacionais. Coloca frescuras, mas mantém o nível de acabamento lá embaixo. A chave do Novo Gol 1.6 Power é daquele estilo canivete, vão pensar que você tem um Golf. Mas a porta não tem nada de tecido. Pelo menos na versão mais simples, não tem. Os faróis tem dupla parábola na versão 1.0 mais cara e na 1.6. Mas por dentro, os materiais são dos “mais pobre impossível”.
A mecânica do Novo Gol é a mesma do Fox. Os mesmos motores 1.0 e 1.6 e o mesmo câmbio. Veja os principais itens de série de todas as versões:
Novo Gol 1.0 básico
- parachoques pintados na cor do carro
- para-sol com espelho
- banco ajustável em altura
- relógio digital
- cintos dianteiros reguláveis
Novo Gol 1.6 básico
o mesmo que o 1.0 básico, mais:
- console central
- rodas de aço de 14 polegadas
Novo Gol 1.6 Power
- faróis com duplo refletor e máscara negra
- frisos laterais cromados
- abertura elétrica do porta-malas
- volante ajustável
- direção hidráulica
- chave canivete
- brake-light
[Fonte: Revista Auto Esporte]
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